Texto gentilmente cedido pelos autores identificados em rodapé.
 


 

        

 

 

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Porque não envelhecer com qualidade de vida?

 

         

O aumento da população idosa que se observa no Estado do Paraná, caracteriza-se pela rapidez com que vem evoluindo.

Segundo dados estatísticos do Governo do Paraná, o Estado conta hoje com 722.782 idosos acima de 60 anos, o que corresponde a 7,61% da população.

Ao longo da vida, a maioria dos idosos podem desenvolver alguma incapacidade, não necessariamente consequência do próprio envelhecimento, mas limitações funcionais causadas por problemas médicos, sociais, económicos, psicológicos, nutricionais e acidentais.

A funcionalidade é a capacidade de manter as habilidades físicas e mentais necessárias à independência e autonomia. Portanto, a prevenção e a reabilitação devem objectivar a melhoria desta capacidade ou, no mínimo, a sua manutenção e sempre que possível, sua recuperação.

A reabilitação consiste em evitar que as limitações da funcionalidade se agravem e as já avançadas possam ser amenizadas. Para alcançar este objectivo contribuem profissionais pertencentes a diversas áreas importantes, num trabalho multiprofissional. Médicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, assistentes sociais, professores de educação física, engenheiros, arquitectos e o designer de moda são alguns dos profissionais que podem contribuir.

Estudos populacionais do Governo do Paraná revelam que cerca de 40% dos indivíduos com 65 anos ou mais de idade requerem algum tipo de ajuda para realizar pelo menos uma tarefa de suas actividades práticas (AVPs) como fazer compras, cuidar das finanças, preparar refeições e limpar a casa. Outra parcela requer auxílio para realizar actividades de vida diária (AVDs), como tomar banho, vestir-se , ir ao banheiro, alimentar-se e mesmo sentar e levantar de cadeiras e camas.

É papel fundamental do terapeuta ocupacional, orientar e treinar o paciente quanto a realização das suas actividades de vida diária e actividades de vida prática , assim como orientar a família sobre a importância de manter a qualidade de vida deste idoso, principalmente do indivíduo idoso dependente.

Cabe ao profissional de Terapia Ocupacional facilitar ao idoso a possibilidade de viver de forma sadia seu processo de envelhecimento, considerando o grau de independência, sua educação, saúde e renda. As acções de prevenção de perdas funcionais de responsabilidade do terapeuta ocupacional são as de orientar quanto aos hábitos saudáveis, estimular o convívio social, a busca por uma actividade ocupacional prazerosa e adaptações ambientais e estruturais que facilitem o acesso
aos indivíduos idosos



Texto elaborado pelas académicas do 3° ano
Do curso de Terapia Ocupacional da
Universidade Tuiuti do Paraná
Karina Amadori e Mariana Gabriele dos Santos
Sob a supervisão das professoras
Rita Aparecida Bernardi Pereira e
Andrea Fedeger.

 

 

 

 


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