Texto gentilmente cedido pelos autores identificados em rodapé.
 


 

        

 

 

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Para a Terapia Ocupacional, brincar é coisa séria.

         

O brincar é um ato natural e necessário para o desenvolvimento e funcionamento saudável da criança, tendo função importante na formação do ser humano como um todo. Através do brincar a criança aprende a descobrir o mundo que a rodeia, a perceber o seu corpo e a lidar com as emoções, aumentando a capacidade de tolerância às frustrações, desenvolvendo a autoconfiança e iniciativa, estimulando a curiosidade, atenção e concentração, facilitando ainda a aprendizagem e o desenvolvimento da linguagem.

Observando a relação da criança com o brinquedo, pode-se perceber que ela o utiliza para transformar e recriar o mundo em que vive.

A Terapia Ocupacional (T.O) é uma profissão que utiliza actividades humanas como recurso terapêutico. Por esse motivo, a pediatria é uma das áreas que mais se beneficia, pois com frequência usa-se o brincar para estimular a motricidade, o desenvolvimento intelectual, a linguagem e a relação social, levando sempre em consideração as potencialidades que a criança apresenta e não apenas as suas dificuldades, modificando e inserindo novos comportamentos, com o propósito de ajudá-la a superar obstáculos. Para o Terapeuta Ocupacional a brincadeira escolhida é utilizada para estimular determinadas habilidades, não apenas como diversão ou uso do tempo ocioso.

A clientela atendida por estes profissionais, nessa área, é composta por bebés, crianças e adolescentes que apresentam alterações no seu desenvolvimento decorrentes de factores orgânicos, emocionais e/ou sociais, que podem estar presentes desde o nascimento ou não. Além de disfunções conhecidas como a deficiência mental, a paralisia cerebral, o autismo, distúrbios de aprendizagem, a hiperactividade, depressão, síndromes, deficit de atenção, atraso no desenvolvimento psicomotor, psicoses e outras. O Terapeuta Ocupacional também avalia e trata crianças desorganizadas, agressivas, inseguras e com dificuldade em entender e aceitar limites, favorecendo seu processo de estruturação e colocando-as frente a situações que possibilitem a sua independência e interesse em relacionar-se com os outros, estimulando a responsabilidade.

Os locais onde o Terapeuta Ocupacional pode desempenhar esse trabalho são bastante diversificados, destacando-se hospitais, clínicas, brinquedotecas, orfanatos, escolas especiais e regulares, creches e berçários.

Desta forma, usando como recurso o brinquedo e o brincar, os Terapeutas Ocupacionais estarão contribuindo para estimular as habilidades da criança, promovendo seu desenvolvimento, melhorando o convívio em sociedade, tornando-a independente e capaz de adquirir e assimilar novos conhecimentos, formando adultos equilibrados e capazes de construir uma sociedade mais harmoniosa e saudável.



Texto elaborado pelas académicas do 4° ano
Do curso de Terapia Ocupacional da
Universidade Tuiuti do Paraná
Karina Amadori e Mariana Gabriele dos Santos
Sob a supervisão das professoras
Maria José G. de Camargo e
Rita Aparecida Bernardi Pereira.

 

 

 

 


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